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Curvas

Mensagem  Guto Falcão em Seg 30 Ago 2010, 09:18

Olá pessoal segue algumas dicas para melhorar nossa performance em Curvas.


Curvas e Motos
Existem técnicas apropriada para uma melhor performance e segurança que são de uso profissionas e depende de instruções especificas para cada tipo de moto.


Para cada tipo de moto existe forma diferente de se conduzi-las nas curvas, o video do Auto Esporte da algumas dicas para determinados tipos de motos e potência.

Segundo o DGT ( Direção Geral de Trânsito da Espanha) e Estudos MAIDS (I-DEPTH Investigagations Of Acidents Involving Powered), publicado na revista Motociclismo de agosto de 2009, identifica os erros cometidos mais frequentemente e estatisticas de acidentes. Veremos que os erros mais frequentes são na pilotagem nas curvas.



QUEDA NA SAIDA DE CURVA.



Erros mais frequentes:

1.Iniciar a curva com um traçado errado e sem ter área de escape
2.Começar a acelerar muito cedo na saida da curva
3.Não manter a moto inclinada e no traçado.
4.Chegar com velocidade excessiva na fase de entrada e frenagem
5.Avaliar mal a aderência do asfalto/ e outras variantes
Estatisticas dos Acidentes:


23% dos acidentes foram saídas de pistas. ( MAIDS)
50% das vitimas fatais em estradas em 2006, são maiores de 35 anos, mais de 4 anos de carta de moto e motos acima de 500cm3 com menos de 2 anos de uso. DGT
80% dos acidentes com mortes em estrada de pista simples ocorrem em pista com menos de 1,5m de acostamento. (DGT)

QUEDA NO APICE DA CURVA



Erros mais frequentes:

1.Calcular errado a velocidade para contornar a curva.
2.Frear bruscamente no meio da curva.
3.Andar com a marcha muito curta e abrir o acelerador de forma muito brusca na curva.
4.Inclinar muito além da capacidade da moto e raspar partes sólidas no chão.
Estatisticas dos Acidentes:


94% dos acidentes mortais em estradas acontecem com bom tempo, a chuva não tem culpa. (DGT)
47% das vitimas mortais em estradas com quard-rails, recebem destes os ferimentos mais graves. (DGT)
40% dos acidentes nos quais o piloto estava sozinho, foram quadas com a moto inclinada. (DGT)

Observem no blog texto sobre pilotagem: Dominar as Curvas; Riscos da Curvas e Dicas para Minimizar as Riscos
Spoo

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Eu já caí na curva...

Mensagem  Ruda em Dom 17 Out 2010, 09:51

Olá todos, bom dia.

Interessante, este tópico do Guto.Eu tenho um caso a relatar.

Eu sempre fui um fanático por motos, só pensava em motos, e tinha um quarto cheio de posters de motos, na década de 70, passavam muitos filmes de gangues de motos, eu assistia a todos, várias vezes,mas nem por isto eu era um bom motociclista.

Minha primeira moto foi uma suzuki 50cc, assim que eu comprei uma Jawa 250cc, dei a suzuki de presente pro meu amigo Militao, ele era corneteiro no quartel, e consertava minha Jawa.
Bem, esta Jawa quebrava sempre, e eu nunca consegui entender um carburador, portanto, nao tive grandes "andancas" nem viagens com esta moto.

Passei a andar mais, e a aprender,depois que comprei em sociedade uma CB 400cc com meu irmao.Uma vez,ele deixou a moto aqui no Rio para uma reforma geral, e eu fiquei de levá-la à BSB, e quando fiz isto, cometi todos os erros que alguém pode cometer, mas mesmo assim, ainda sai vivo da história.

Resolvi viajar em uma sexta feira, sózinho, e naquela época, os postos de gasolina fechavam as 20:00 horas da sexta, e só reabriam as 06:00 da segunda feira.Entao, o que eu fiz?Acelerei, e andei igual à um doido, para "comer chao" o máximo possivel, para chegar o mais próximo de BSB as 20:00 horas.

A primeira merda aconteceu já em Santos Dumont,-MG, perto do Rio, vi a placa com a seta,"curva acentuada à esquerda, reduzi para a quarta, deitei e entrei, entrei bem, ainda estava rápido demais, pois a curva era realmente acentuada,reduzi apressado para a terceira, mas a curva já estava atrás de mim, entao, o que fiz?Endireitei a moto, e encarei um "guard-rail em minha frente, travei no freio dianteiro, e bati de lado no mesmo, com a pancada, o manete do acelerador veio para trás, a moto rugiu, enpinou, e eu atravessei novamente a pista em direcao à um barranco, virei, fiz zigue-zague, deixei um monte de motoristas de carros loucos e alucinados atrás de mim, e finalömente, depois de algumas centenas de metros, consegui parar, o que eu nao conseguia era parar de tremer.nada de grave aconteceu, só um pisca dianteiro quebrado.

Segui viagem, sentando a "mamona", e lá na frente, perto de BH, um bando de maritacas, pousado na beira da estrada, resolveu levantar voo, mas nao em direcao ao mato, e sim, crusando a pista, resultado, matei um monte delas, e nao morri porque cai fora da estrada em um monte de "capim gordura", novamente nada aconteceu, só que todas as partes girantes da moto estavam cheias de capim, e cade ajuda para tirar a moto de lá?Bem, isto me custou algumas horas,entao,toda a correria já era inutil, pois eu nunca chegaria em BSB naquela noite, mas segui assim mesmo, e de noite,por volta de 20:00 horas, perto de Joao Pinheiro,(uns 300 km de BSB),caí numa cratera enorme,na frente de um caminhao, fiquei deitado sobre a moto caida, girando que nem um piao, vendo um mar de faiscas, e dizendo<vai explodir,vai explodir>,,minha mao esquerda estava presa entre o garfo e o tanque, a moto foi perdendo pedacos pela pista, o santo antonio, com a mochila,as laterais, e por fim,a roda dianteira com parte do garfo.
Minha roupa de couro estava em frangalhos, parecia o Hulk,meu capacete furou na parte de trás,minhas luvas nao tinham mais dedos, assim como minhas botas do exército.
Bem, o caminhao atropelou todas as partes que se soltaram da moto, mas nao a mim nem à mesma, pegamos o entulho, colocamos no caminhao, e ele me levou,junto com os restos da moto,para BSB, com uma breve parada em Paracatu, para costurar minha mao e limpar a queimadura da perna.

Esta, na verdade,foi a parte mais dolorida da história, pois a enfermeira me costurou e limpou a queimadura sem anestésico, e vivia repetindo, "tem que ser macho pra viajar de moto, eu dizia,que nada,ela repetia, tem que ser macho, pois vou costurar voce sem anestesia,"aí é que eu entendi.

Bem, cheguei em BSB, a Cris estava com a Janaina no colo,(ela tinha só quatro meses de vida), e por isto, fiquei até 2003 sem andar de moto de novo, e quando voltei ao mundo byker, voltei de triciclo.

Para finalizar, acho esta iniciativa do Guto muito boa, pois naquela época, nao havia muitos motoclubes, só haviam algumas revistas de motos, e a experiencia cada um conseguia como podia.Hoje, com todas estas possibilidades, conseguimos repassar informacoes importantes a um grande numero de pessoas, pena que o Marcal, que coleciona revistas de duas rodas, nao relate aqui informacoes importantes.

Abracos a todos,

Ruda.
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